O ano é 1953. O Japão está se recuperando da guerra, mas ainda enfrenta dificuldades econômicas que afligem o povo. Nessa época, os japoneses recorrem ao cinema como escape das adversidades do dia a dia. Para ilustrar: um servidor público ganha 12 820 ienes por ano; uma garrafa de cerveja de 2 litros custa 107 ienes e um ingresso de cinema, 125 ienes. Mesmo assim, anualmente cerca de 1 bilhão de pessoas vão aos teatros para se encantar com a magia dos filmes.
Kudou Takeru, um ator novato, e Kazama Shinichirou, um diretor iniciante, entram nessa indústria em expansão à procura do que amam. Suas aspirações surgem de uma promessa feita durante a guerra, de buscar incansavelmente um cinema “real”. Eles querem reviver o falso e glamouroso status quo da indústria cinematográfica, usando o que consideram ser a forma mais pura de teatro: o realismo.
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