Há cinco anos, um acidente tirou todas as lembranças de Ha Do‑Geon. Apesar disso, a rotina dele continuava tranquila, serena e previsível. Ele acredita que o passado perdido já não tem relevância. Mas essa ilusão se rompe quando, após um evento universitário, ele retorna à sua residência. O condutor oficial, Yang Ha‑Il, parece um desconhecido; porém, ao trocar olhares, algo profundo dentro de Do‑Geon começa a agitar. É um olhar estranho, ainda assim carregado de dor e familiaridade, uma atração inexplicável. Desde então, o equilíbrio meticuloso da existência de Do‑Geon começa a se desestabilizar. Sentimentos que ele jamais recorda ter escolhido começam a surgir, arrastando-o para um passado ao qual ele acreditava ter se despedido de forma definitiva. Entre lembranças borradas e emoções ressurgidas, Do‑Geon precisa confrontar a ideia de que o esquecimento pode não significar abandono. Como o passado, silencioso, força seu retorno ao presente, Do‑Geon tem que responder à pergunta que jamais imaginou ter que refazer, questionando se a parte mais valiosa da sua existência é justamente aquela que ele deixou para trás.
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