A revolta enfraqueceu a autoridade central e, em todo o Japão, os senhores regionais — os daimyo — surgiram para ocupar o vácuo. Nesse novo cenário de poder, clãs consolidados como Takeda e Imagawa, que antes governavam sob a égide de Kamakura e do Bakufu Muromachi, conseguiram ampliar suas áreas de influência. Contudo, muitos outros tiveram suas posições corroídas e acabaram sendo usurpados por subordinados mais capazes. Esse fenômeno da meritocracia social — onde os subalternos rejeitam o status quo e derrubam uma aristocracia fraca — ficou conhecido como gekokujō, que literalmente significa “o subordinado conquista o senhor”. Um dos primeiros exemplos foi Hōjō Sōun, que partiu de origens modestas e acabou assumindo o poder na província de Izu em 1493. A partir das conquistas de Sōun, o Clã Hōjō se tornou uma grande potência na região do Kantō até ser subjugado por Toyotomi Hideyoshi durante o período Sengoku. Outros casos notáveis incluem a supressão do clã Hosokawa pelo Miyoshi, o domínio do clã Shiba pelo Oda e a ascensão do Toki sobre o Saito.
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