Por que refazer Guerreiras Mágicas de Rayearth trinta anos depois? Quem responde é Takuma Kishida, o produtor que propôs o novo anime. Em entrevista ao Anime! Anime!, ele resume o motivo numa expressão que usou na própria proposta: Rayearth é o “isekai original”, uma história de garotas levadas a outro mundo que a CLAMP contou muito antes de o gênero virar moda.

Cena do anime Cena do anime
Cenas do vídeo de divulgação. ©CLAMP・ST / Kodansha · TMS · TV Asahi

De quem vendia os DVDs a quem fez o anime

Kishida trabalhava na área de licenciamento da TMS Entertainment e ajudou a lançar o anime de 1994 em DVD e Blu-ray. Foi revendo a série nesse trabalho que sentiu que os temas dela funcionariam hoje. Ele também assistiu quando criança, e lembra que meninos e meninas acompanhavam com a mesma empolgação, uma prova, para ele, de quanto a obra alcança. Como produtor, cuida do planejamento, da escolha do estúdio, da produção e da conversa com o lado do original.

Por que agora

A explicação dele tem duas partes. Na superfície, Rayearth é fantasia clássica: salvar uma princesa e derrotar um sacerdote malvado, com robôs gigantes, magia e três heroínas que crescem juntas. Por baixo, a história vai revelando o passado e os sentimentos escondidos de cada personagem, e na reta final as reviravoltas fazem o público se perguntar quem é o inimigo de verdade e onde está a justiça. É essa mistura de aventura fácil de gostar com temas sem resposta simples, diz Kishida, que faz a obra caber em 2026.

Desta vez, o mangá do começo ao fim

O anime de 1994 foi feito com o mangá ainda em publicação, e por isso tem muita história original. Kishida diz que respeita aquela versão, mas que não a teve como referência: agora que o mangá está completo, a ideia era fazer o que só é possível hoje. O novo anime segue o original, que tem seis volumes, e, como isso não enche dois cours, a equipe do roteirista Shigeru Murakoshi ampliou os sentimentos dos personagens nos espaços que o mangá deixa, sem fugir da história.

Do lado da editora, o pedido foi um só: capricho nos Mashin. Os robôs ganharam decoração e formas elaboradas, propostas pelo responsável pelo design deles, YYuuki Mutaguchi. A designer de personagens Satomi Watanabe, fã declarada da CLAMP, ajustou em várias rodadas os olhos e o formato do corpo das heroínas até chegar no traço atual. A animação é do estúdio E&H production.

Prestem atenção em como as palavras das personagens mudam conforme elas crescem na aventura. E na escala dos combates dos Mashin, que só a tecnologia de hoje permite mostrar.

Takuma Kishida, produtor, em resumo do que disse ao Anime! Anime!
Rayearth no Brasil

Por aqui, a série de 1994 passou como “Guerreiras Mágicas de Rayearth” e marcou quem era criança nos anos 90. As duas versões estão no acervo, e dá para comparar o elenco de cada uma na página dos personagens.

No ar agora Guerreiras Mágicas de Rayearth (2026) TV Anime · outubro de 2026 · ver a ficha completa → A versão de 1994 Guerreiras Mágicas de Rayearth TV Anime · 1994 · ver a ficha completa →

Com informações do Anime! Anime! (entrevista de M.TOKU), 14 de outubro de 2026. ©CLAMP・ST / Kodansha · TMS · TV Asahi.